O trabalho com eletricidade está entre as atividades com maior nível de risco dentro da segurança do trabalho. Choques elétricos, queimaduras, quedas e explosões são alguns dos perigos presentes no dia a dia dos eletricistas. Diante desse cenário, o uso correto dos EPIs por eletricistas é uma das principais medidas para reduzir acidentes, proteger a saúde do trabalhador e atender às normas.
Os eletricistas estão constantemente expostos a riscos elevados. Um pequeno descuido pode resultar em acidentes graves ou fatais. O uso dos EPIs reduz significativamente a probabilidade de lesões, além de diminuir a gravidade dos danos caso um incidente ocorra. Entre os principais riscos enfrentados por eletricistas estão choque elétrico, queimaduras por arco elétrico, incêndios e explosões, quedas em altura e lesões por impacto ou perfuração.
Os EPIs podem variar conforme o tipo de atividade, tensão envolvida e ambiente de trabalho. No entanto, alguns equipamentos são amplamente utilizados e recomendados para a maioria das situações como capacete de segurança, luvas e calçados isolantes, óculos de proteção, cinto de segurança tipo paraquedista.
A NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade estabelece medidas de controle e sistemas preventivos para garantir a segurança dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com instalações elétricas. De acordo com a norma, é obrigatório que os trabalhadores utilizem EPIs adequados aos riscos elétricos, os equipamentos sejam compatíveis com a tensão e o tipo de serviço executado, os EPIs sejam inspecionados e mantidos em boas condições, e a empresa forneça gratuitamente os EPIs necessários.
A seguir, você entenderá o que são EPIs, por que eletricistas devem usá-los, quais são obrigatórios, o que diz a NR 10 sobre o uso de equipamentos de proteção, e medidas de segurança. Continue a leitura!
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são dispositivos utilizados pelo trabalhador com o objetivo de reduzir a exposição a riscos presentes no ambiente de trabalho. Eles funcionam como um meio de proteção entre o profissional e possíveis agentes que podem causar acidentes ou danos à saúde.
Na segurança do trabalho, os EPIs são aplicados quando os riscos não podem ser eliminados totalmente por medidas coletivas ou administrativas. Seu uso é comum em atividades que envolvem eletricidade, trabalho em altura, operações mecânicas, produtos químicos, entre outras.
Os EPIs são de uso individual e devem ser adequados ao tipo de atividade realizada, além de estarem em boas condições de conservação. Pela legislação trabalhista, esses equipamentos precisam possuir Certificado de Aprovação (CA), que garante que foram avaliados e estão aptos para proteger o trabalhador conforme as normas vigentes.
Atividades com eletricidade envolvem riscos elevados que podem causar acidentes graves. O contato direto ou indireto pode resultar em choques elétricos, queimaduras, quedas e até situações fatais, principalmente quando não há proteção adequada.
O uso de EPIs ajuda a reduzir a exposição a esses riscos, diminuindo as chances de lesões e atenuando os impactos caso ocorra algum incidente. Luvas isolantes, capacetes, calçados de segurança e vestimentas adequadas contribuem para proteger o corpo contra a passagem de corrente elétrica, arco elétrico e outros perigos comuns no ambiente de trabalho.
Além da proteção física, o uso correto dos EPIs está alinhado às normas de segurança do trabalho, como a NR 10, que exige medidas preventivas para atividades com eletricidade. Dessa forma, eletricistas que utilizam EPIs atuam de forma mais segura, organizada e em conformidade com a legislação, preservando sua integridade e a continuidade das atividades profissionais.
Os EPIs obrigatórios para eletricistas variam conforme o tipo de serviço, a tensão elétrica envolvida e o ambiente de trabalho. Ainda assim, alguns equipamentos são amplamente exigidos pelas normas de segurança do trabalho para proteger o profissional contra riscos elétricos, mecânicos e de queda.
Os principais EPIs utilizados por eletricistas são:
» Capacete de segurança com jugular: protege a cabeça contra impactos, choques e queda de objetos.
» Luvas isolantes de borracha: reduzem o risco de choque elétrico durante o contato com partes energizadas.
» Luvas de cobertura em couro: usadas sobre as luvas isolantes para proteção contra cortes, perfurações e desgaste.
» Calçado de segurança isolante: diminui o risco de passagem de corrente elétrica pelo corpo e protege contra impactos.
» Óculos de proteção ou viseira facial: protegem os olhos e o rosto contra partículas, faíscas e arco elétrico.
» Roupas de proteção contra arco elétrico: auxiliam na redução de queimaduras térmicas.
» Cinto de segurança tipo paraquedista: indicado para atividades realizadas em altura.
Todos os EPIs devem possuir Certificado de Aprovação (CA), estar em boas condições de uso e ser compatíveis com os riscos da atividade. A escolha correta desses equipamentos deve ser baseada na análise de risco e nas exigências da NR 10, garantindo maior segurança durante os serviços com eletricidade.
De acordo com a NR 10, os EPIs devem ser adequados ao tipo de serviço executado, à tensão envolvida e às condições do ambiente de trabalho. A norma também exige que os equipamentos estejam em perfeito estado de conservação, sejam utilizados corretamente e possuam Certificado de Aprovação (CA) válido.
A NR 10 ainda define que é responsabilidade da empresa fornecer gratuitamente os EPIs necessários, orientar os trabalhadores sobre seu uso correto e garantir que sejam realizadas inspeções periódicas. Além disso, a norma reforça que os EPIs não devem ser a única medida de segurança, devendo atuar em conjunto com procedimentos operacionais, sinalização adequada e outras ações preventivas previstas na segurança do trabalho.
As medidas de segurança no trabalho com eletricidade têm como objetivo reduzir a exposição aos riscos elétricos e evitar acidentes durante a execução das atividades. Essas ações envolvem planejamento, procedimentos adequados, uso de equipamentos corretos e capacitação dos profissionais, conforme as normas de segurança do trabalho.
Entre as principais medidas de segurança, destacam-se:
» Desenergização das instalações: sempre que possível, os serviços devem ser realizados com o circuito desligado, evitando o contato com partes energizadas.
» Bloqueio e etiquetagem (LOTO): utilização de dispositivos que impeçam a reenergização acidental durante a execução do serviço.
» Uso de EPIs adequados: luvas isolantes, capacetes, calçados de segurança, vestimentas de proteção e outros equipamentos compatíveis com o risco da atividade.
» Utilização de ferramentas isoladas: ferramentas apropriadas reduzem o risco de choque elétrico e aumentam a segurança do profissional.
» Sinalização da área de trabalho: alertas visuais ajudam a evitar a aproximação de pessoas não autorizadas.
» Inspeção e manutenção das instalações elétricas: identificar falhas e desgastes contribui para a prevenção de acidentes.
» Cumprimento dos procedimentos operacionais: seguir rotinas padronizadas reduz erros e situações de risco.
» Capacitação dos trabalhadores: profissionais treinados reconhecem os perigos e aplicam medidas de controle de forma mais segura.
Como vimos, a segurança no trabalho com eletricidade exige atenção constante aos riscos envolvidos e às medidas preventivas disponíveis. Os Equipamentos de Proteção Individual fazem parte desse cuidado, pois reduzem a exposição do eletricista a choques elétricos, queimaduras e outros acidentes comuns na atividade. Quando utilizados corretamente, os EPIs contribuem para um ambiente de trabalho mais controlado e alinhado às boas práticas de segurança do trabalho.
Além do uso dos EPIs obrigatórios, é importante considerar o que estabelece a NR 10, que orienta a adoção de procedimentos, inspeções e responsabilidades tanto do trabalhador quanto da empresa. A norma reforça que a proteção não depende apenas de equipamentos, mas também da aplicação de medidas como desenergização, sinalização, uso de ferramentas adequadas e organização do local de trabalho. Essa combinação reduz falhas operacionais e amplia a segurança nas atividades elétricas.
Por fim, o treinamento previsto na NR 10 complementa todos esses cuidados ao preparar o eletricista para reconhecer riscos e agir de forma segura. A capacitação contínua fortalece o uso correto dos EPIs e a aplicação das medidas de segurança no dia a dia.
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